Imagine uma prisão tão grande e tão vasta, a ponto de conter corredores e florestas, cidades e mares. Imagine um prisioneiro sem memória, que acredita firmemente ter nascido no Exterior, mesmo que a prisão esteja selada há séculos e que apenas um homem, em cuja história se misturam realidade e lenda, tenha dela conseguido escapar. Agora, imagine uma garota vivendo em um palácio do século XVII movido por computadores, onde o tempo parece ter sido esquecido. Filha do Guardião, está condenada a aceitar um casamento arranjado, cujos segredos a aprisionam em uma rede de conspirações e assassinatos, da qual ela deseja desesperadamente fugir. Um está dentro. A outra, fora. Entretanto, os dois estão aprisionados. Conseguirão enfim se encontrar? Parte fantasia, parte distopia, Incarceron reserva ao leitor a emocionante aventura de Finn e Claudia, dois jovens que desejam, a qualquer custo, destruir a barreira que os separa da liberdade.
Um livro repleto de reviravoltas e de momentos de tirar o folego, Incarceron conta a estória de Finn, preso dentro de Incarceron e conhecido como Aquele que vê estrelas, e Claudia, a filha do guardião e que vive no Exterior. O livro é contado na perspectiva desses dois personagens o que cria um ambiente incrível já que podemos ver o interior e o exterior ao mesmo tempo.
Incarceron é uma prisão gigante que foi criada para guardar a escória do mundo depois dos tempos de guerra. Os fundadores da prisão acreditavam originalmente que Incarceron seria um paraíso, um local para abrigar todas as maças podres da sociedade e ajuda-los a se tornarem pessoas melhores. Junto com os prisioneiros mandados para lá foram os Sapientes, mestres que possuem uma extrema inteligencia e que deveriam ajudar os prisioneiros em suas jornadas para se tornarem pessoas melhores. Porém algo dá errado nesse experimento e a prisão passa a virar um completo inferno que é mantida em segredo e que para a sociedade que vive no Exterior, aqueles que vivem presos na Era, é uma utopia desejável. Dentro dela os prisioneiros começaram morrer de fome e a carnificina é iniciada.
A prisão passa a ser um personagem ativo no livro já que ela é viva e considerada uma tirana, que dá vida a prisioneiros e meio homens e a animais grotescos, e que possuí vontades e medos. Ninguém, fora o guardião, sabe exatamente a localização de Incarceron e é de conhecimento geral da população que vive na Era que ninguém entra e ninguém sai de lá. E é de conhecimento geral de todos os prisioneiros que um homem chamado Sapphique já conseguiu romper essa barreira e abandonar Incarceron.
"Foi decidido no inicio que a localização de Incarceron deveria ser de conhecimento apenas do Guardião. Todos os criminosos, indesejáveis, extremistas políticos, degenerados, lunáticos, seriam transportados para lá. O portão seria selado, e o Experimento começaria. Era vital que nada perturbasse o delicado equilíbrio de programação de Incarceron, que proveria todo o necessário- educação, dieta balanceada, exercício, bem-estar espiritual e trabalho- para criar um paraíso.
Cento e cinquenta anos se passaram. O guardião relata que o progresso é excelente"
Fora de Incarceron temos o mundo preso ao protocolo da Era, um local onde todos vivem uma mentira para se manter a "paz". Um mundo de castelos frequentado por reis, rainhas, intrigas e assassinatos. Um mundo onde a tecnologia está presente em todos os lugares, para criar uma representação perfeita da Era, porem a mesma é proibida para uso pessoal.
"Escolheremos uma Era do passado e a recriaremos. Construiremos um mundo livre da ansiedade da mudança! Será o Paraíso"
Vivendo nesse mundo de mentiras temos Claudia, filha do Guardião, que está prestes a casar com o filho da rainha. Um casamento arranjado que seu pai cuidou pessoalmente de acertar. Claudia originalmente iria se casar com o príncipe Giles mas após sua morte suspeita a moça passa a ser prometia ao seu meio irmão, príncipe Caspar. Claudia suspeita que a madrasta de Giles, a rainha, tenha mandando mata-lo para que seu filho legitimo pudesse assumir a coroa.
Vivendo em Incarceron temos Finn, aquele que vê estrelas, o que tem visões, aquele que acredita ter vindo do exterior. O sapiente Gildas acredita que Finn é a chave para que eles possam fugir da prisão assim como Sapphique fez anos atrás, e movido por essa fé eles partem em uma missão de fuga após encontrarem um objeto misterioso que pode abrir portas, literalmente.
A estória dos dois se unem após Claudia invadir o escritório de seu pai e roubar uma chave peculiar. Após esse acontecimento, Claudia e Finn começam a se comunicar pela chave e começam a conspirar para tirar Finn e seus amigos da cadeia.
"Em estátuas antigas, a Justiça sempre foi cega. Mas e se ela puder ver, ver tudo, e seu Olho for frio e sem Misericórdia? Quem estaria a salvo de tal olhar?
Ano a ano, Incarceron estreitou seu domínio. Transformou em um inferno o que deveria ser o Paraíso.
O Portão está trancado; aqueles no Exterior não podem escutar nosso gritos."
Logo no primeiro capitulo o livro me prendeu de uma maneira que me assustou, a reviravolta que acontece logo no começo me fez criar uma expectativa muito grande em cima do livro. Durante toda a história fui me surpreendendo mais e mais com todas as informações e detalhes que a autora criou. Catherine, a autora, descreve os cenários com uma tamanha precisão que me fez imaginar um filme passando na minha mente.
O livro é repleto de ação e aventura e com situações que me fizeram ficar encarando a página até eu aceitar que aquilo realmente estava acontecendo. Do começo ao fim as reviravoltas não param de acontecer o que é um ponto incrível do livro. Ao começo de cada capitulo temos citações de canções, decretos, cartas... que nos fazem entender mais a estória e entrar de cabeça nela. Catherine escreveu uma distopia criando dois novos mundos completos e com personagens muito bem construídos que me fizeram torcer e desejar que nada de ruim acontecesse a eles.
O livro é repleto de ação e aventura e com situações que me fizeram ficar encarando a página até eu aceitar que aquilo realmente estava acontecendo. Do começo ao fim as reviravoltas não param de acontecer o que é um ponto incrível do livro. Ao começo de cada capitulo temos citações de canções, decretos, cartas... que nos fazem entender mais a estória e entrar de cabeça nela. Catherine escreveu uma distopia criando dois novos mundos completos e com personagens muito bem construídos que me fizeram torcer e desejar que nada de ruim acontecesse a eles.
O final do livro me decepcionou, talvez por eu ter criado uma expectativa muito grande, eu até entendo o gancho que era necessário para o próximo livro mas na minha opinião ele poderia ter sido feito de uma maneira diferente. Mesmo assim eu estou muito ansioso para o próximo livro, intitulado "Sapphique"
"Apenas o homem que conheceu a liberdade pode definir sua prisão. "

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