Home Notícias Resenhistas Contato

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O teorema Katherine - John Green

"Quando se trata de garotas (e, no caso de Colin, quase sempre se tratava), todo mundo tem seu tipo. O de Colin Singleton não é físico  mas linguístico  ele gosta de Katherines. E não de Katies, nem Kats, nem Kitties, nem Cathys, nem Rynns, nem Trinas, nem Kays, nem Kates, nem - Deus o livre - Catherines. K-A-T-H-E-R-I-N-E. Já teve dezenove namoradas. Todas chamas Katherine. E todas elas - cada uma, individualmente falando- terminaram com ele."

A estória é contada do ponto de vista de Colin Singleton, que é considerado por ele mesmo um ex prodígio (embora seja extremamente inteligente) e é viciado em anagramas. Colin só tem um amigo, Hassan, um gordinho hilário que estabiliza a chatice de C. durante todo o livro. A estória se inicia logo após Colin levar o pé na bunda da 19º Katherine, diante da incrível depressão de seu amigo Hassan decide leva-lo para uma viagem sem rumo cujo objetivo é fazer Colin se esquecer de seu novo fracasso amoroso.
"Namoros, no fim das contas, acaba, de um só jeito: mal. Se você pensar bem, e Colin sempre fazia isso, todo relacionamento amoroso termina ou em (1) rompimento, (2) divórcio ou (3) morte."
É durante essa viagem que Colin tem o que ele chama de um momento Eureka, com isso ele poderá explicar o porque das Katherines e talvez provar para si próprio que ele não é um fracasso total por não ser mais um prodígio. É assim que Colin decide criar um teorema. O teorema Katherine.

John Green criou personagens complexos e verdadeiros, criou situações reais e profundas. Com sua incrível habilidade de brincar com as palavras e ao mesmo tempo entreter e divertir ele mostrou mais uma vez que sabe escrever, e que escreve bem.
"Chorar é algo a mais: é você mais as lágrimas. Mas o sentimento que Colin carregava era um macabro choro ao contrário. Era você menos alguma coisa."
O livro não me surpreendeu, me deixou até um pouco decepcionado. O final é um tanto previsível e acaba ficando algumas pontas soltas. A estória apesar de intelectual, por ser do ponto de vista de um Colin, não é complexa. John utilizou de um artificio que eu também notei na Culpa é das estrelas, o personagem (seja ele o principal ou não) quer deixar a sua marca, quer fazer algo extraordinário, quer ser lembrado. E isso é extremamente verdadeiro, morremos de medo de sermos esquecidos e todos nós queremos marcar alguém ou algo.
"Qual o sentido de estar vivo se você nem ao menos tenta fazer algo extraordinário?"
A estória segue simples e calma durante todo o livro, não tendo nenhuma reviravolta, e é super indicado para quem quiser pensar um pouco sobre os relacionamentos e sobre as ideologias humanas. O livro não entrou para os meus favoritos mas com certeza é um livro que lerei novamente algum dia.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Relacionado

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...